Sexta foi um dia especial e não poderia deixar de postar.
Primeiro atendi a Luciana com a Clarice. Estou ajudando com a relactação. A Clarice está com 4 meses e a Luciana foi orientada a iniciar com complemento por pouco leite. Foi nosso segundo encontro. A bebê já está muito esperta, quer olhar tudo e já entende que a mamadeira é mais fácil. Mas a Luciana está bem decidida e por essa força dela, tenho certeza que elas vão conseguir! Ganhei delas 2 paninhos de prato lindos de viver, pra minha casa nova! Amei o mimo!!!
Depois, me chamaram pois um bebê (24h de nascido) estava chorando de fome. Mamava, mamava e continuava chorando. A mãe trouxe o bebê pra eu ver, desesperada, segurando ele suspenso, como se fosse um saquinho de batatas... Conversei muito com ela... Disse que o começo é difícil mesmo, que os dois estão se adaptando um ao outro. Enrolei o bebê, ensinei a fazer som estático... e no mesmo instante, como mágica, o bebê ficou quietinho! Expliquei pra ela a teoria da extero-gestação. Foi ótimo ver a carinha de alívio da mãe! O bebê era Wesley e a mamãe, infelizmente, não me lembro o nome...
Fui também conversar com outra mamãe, com o bebê com 18h, a Clau, mamãe do Bruno César. A Clau é uma menina grande, tem 31 anos, mas espírito adolescente. O Bruninho nasceu com apenas 2kg, apesar de ser a termo, porque a Clau fez cirurgia bariátrica e não teve acompanhamento adequado no pré natal. O bebê estava com dificuldade de sugar, pelo tamanho. E para piorar, teve uma hemorragia pós parto, desmaiou de madrugada, acordou com muita gente em volta, fez transfusão... ficou muito assustada. Além de ter uma história familiar bem complicada. Ela estava tão tristinha, começamos a conversar, ela chorou muito. Conversei muito com ela, levei uma foto da Helo, que também nasceu desse tamanho. Ela foi se animando e até abriu um largo sorriso! Essa semana vamos nos encontrar de novo!!!
Cada dia mais tenho a certeza de que a decisão que tomei, foi acertada. Largar tudo pra fazer só o que gosto. Adoro ajudar! Gostaria de poder ajudar mais mamães!
segunda-feira, 7 de maio de 2012
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Plano de Parto
"Muitas vezes, quando abordo o planejamento do parto com as pacientes, qual não é minha surpresa notar que preparar um acontecimento tão importante se restrinja a pensar quais itens do enxoval levar para maternidade, os convidados para visita e até o que servir durante as visitas no hotel, digo maternidade", relata o obstetra Alberto Jorge Guimarães.
A chegada do bebê envolve muitos preparativos. E, com certeza, muitos sonhos. Vocês planejaram onde ele vai dormir e também já imaginaram como vai ser quando ele começar a engatinhar, por exemplo.
E como ele vai vir ao mundo? Você já imaginou? Já escolheu? Sim! Isso na maioria das vezes é uma questão de escolha.
Depois de escolher o tipo de parto, existem algumas outras questões nas quais você deve pensar. Por exemplo, quem vai assistir ao parto.
Gosto de fazer uma comparação. O parto é como um casamento. Você planeja, pensa, imagina como vai ser. Escolhe tudo com muito cuidado. Enfim, chega o tão sonhado dia. Você vai entrar na igreja, com aquele vestido lindo com que sonhou... E... A banda, que você escolheu com tanto cuidado, erra a Marcha Nupcial, toca uma outra música. Ou seja, você pode até casar novamente, mas esse dia não volta mais.
Algumas mulheres não têm problema com o parto. Aceitam as decisões médicas, não questionam, não se importam. Se no final, ela e o bebê estão bem, fica tudo certo. Outras mulheres sonham e imaginam muitas coisas para esse dia. E, se algo sai diferente, como na história do casamento, fica um pontinho de insatisfação, a sensação de que alguma coisa não saiu como o planejado.
Por isso, pense muito sobre o seu parto. Planeje e imagine. Converse com sua doula, converse com seu médico, converse com outras mães.
Para que o parto seja aquele momento mágico que se quer recordar alegremente, a Organização Mundial da Saúde recomenda que haja um planejamento do parto. Com o PLANO DE PARTO a mulher ou o casal grávido expressa seus sentimentos e expectativas com relação ao nascimento do filho, sendo uma oportunidade de pensar e planejar aquele que será provavelmente o momento mais importante da vida.
Este plano de parto deve ser escrito e assinado. Ao redigi-lo você terá a oportunidade de refletir sobre como deseja ser a assistência durante todo o trabalho de parto, os cuidados adotados com o bebê após o nascimento, os procedimentos realizados pela equipe obstétrica, sem ter a pretensão de ser um roteiro exato - temos que ter plena consciência de que eventualidades podem ocorrer.
Em muitas situações, a equipe precisa agir rapidamente, afim de preservar a integridade física da mãe e do bebê, porém a mãe deve, sempre que possível, ser informada e consultada e possa tomar conhecimento de todos os procedimentos adotados e as razões clínicas para a prática da equipe, favorecendo assim esta relação tão importante que é a da paciente e seu médico.
Um modelo completo de Plano de Parto deve ser apresentado ao obstetra e pediatra, escolhidos para acompanhar o nascimento, de preferência no início do pré-natal, deixando a equipe afinada com os desejos da nova mãe.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Quem sou eu?
Sempre sonhei em ser mãe... Em março de 2009, nasceu a minha primeira filha: Heloísa. Nasceu de 35 semanas, de parto normal hospitalar, com episio. Ficou 10 dias na UTI. Lutei muito para amamentá-la. Mamou até os 10 meses. É uma menina muito esperta, calma, carinhosa.
Em maio de 2011, nasceu Isadora, minha segunda filha. Nasceu de 37 semanas, parto normal hospitalar, sem analgesia, mas novamente com episio. É um bebê "high needs". Mama como se fosse a última teta do universo! É a minha pimentinha.
Quando as duas nasceram, foram rapidamente levadas para o berçário...
Ficou uma cicatriz. Apesar de ter feito o parto normal como eu queria, não pude amamentar na primeira hora e sofri a episio.
Desde que a Heloísa nasceu, me tornei uma viciada em assuntos de maternidade. Lendo muito. Conversando muito sobre isso. Participando de grupos, virtuais e reais.
Fui me apaixonando pela idéia de ser doula... E trabalhando em uma maternidade do SUS, vendo diariamente bebês nascendo e mães apavoradas e sem nenhum apoio... Não pude mais negar.
Fiz o curso de doula no GAMA (www.maternidadeativa.com.br) que acrescentou muito, tanto no pessoal como no profissional.
Pude acompanhar diversos partos no SUS, contribuindo para que as mães tivessem uma experiência mais agradável e continuei ajudando tantas outras, mas agora profissionalmente.
A Farmacêutica? Por enquanto permanece adormecida. Apesar de utilizar muito os conhecimentos que tenho sobre medicamentos, fisiologia, anatomia, etc... O trabalho como Doula é o que realmente me faz feliz!
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